De novo, e de novo

junho 10, 2008

Sinceramente, eu às vezes me pergunto de onde eu tiro forças pra permanecer em pé. A resposta vem me contando que é por causa que tem gente sofrendo problemas maiores que os meus. Mas ela ainda me fala que isso continua sendo um problema.

Além de eu ter brigado com Carlos, como se não bastasse, eu ouço ele falando com Marcelo, Matheus, Jack e Lira:

“E a gente volta quando?”

A resposta foi que voltavam mais ou menos dia 24. Eu estranhei, porque esses quatro iam para Monteiro – PB, pra onde não me chamaram afirmando não ter vagas nos carros. No entanto, me lembrei que o Jack tinha falado algo sobre não poder ir por causa do chinês, então supus que Carlos fosse viajar no lugar dele.

Mais tarde, na academia, fui perguntar ao Jack se Matheus tinha chamado Carlos. Ele respondeu que sim. E eu perguntei “E tu não vai mesmo não é?”; a resposta foi: “Vou sim! Consegui adiar a aula de chinês!”.

Se ele tivesse visto o que eu senti por dentro, talvez ele entendesse porque depois eu tava com uma cara de desapontamento. Caso você não seja um menino, coloque-se sendo um:

Imagine que suas férias começam no dia 20, e você tem cinco amigos que você considera os melhores, que são os que saem com você e que você vive chamando pra sua casa, seja pra passar o dia, seja pra dormir. Então, você descobre que quatro vão viajar JUNTOS para uma granja, passar 4 dias lá incluindo as festas de São João, enquanto você está aqui, preso. Você sabe que eles estão se divertindo muito, rindo de se acabar, ficando com mil garotas. E você, continua preso aqui. Imagine ainda que uma vaga aparece e eles não te chamam, chamam mais outro. Agora, todos os 5 vão viajar e você não tem nem alternativa pra sair. Como você se sente?

É como eu venho me sentindo.

Vocês, vocês sempre tem a razão
De novo, e de novo eu sinto isso…
Não sei por que me preocupo em tentar ser igual.

Vocês parecem partir do sentimento
Que a lua gravita ao redor de vocês
E que as certezas convergem para vocês.

E eu sempre fui, sempre,
Fui alguém que chorava
Eu sempre fui alguém dado às lágrimas.

Mas eu NUNCA, jamais,
Fui alguém mentiroso.
Vocês mentiram todos esses anos…

Mas meu mundo são vocês, vocês são tudo pra mim
São meu ar, meu oxigênio, meus pulmões.
Me digam como eu vou sobreviver sem vocês?

Mas de algum jeito eu sobrevivo por dentro, sem desmoronar
Mesmo que vocês me roubem o ar que eu respiro
Algum jeito, que eu prefiro não saber qual é.

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